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sábado, 14 de novembro de 2015

Hora de mudança

A principal razão da minha vinda para Dubai foi dar apoio logístico na mudança de apartamento de meus queridos filho e norinha. Vim muito disposta e cheia de boas intenções para embrulhar coisas e coisinhas. Aliás, muitasssss coisas. Mas, para minha surpresa contrataram uma empresa que embalaria tudo.

A campainha bate. Hora da mudança!!
Escuto meu filho suspirar forte e meio cambaleando foi abrir a porta. Havia chegado de um voo na madrugada ( é comissário) e por isso dormiu quase nada! Mas, vamos lá. Quando cheguei na sala havia um grupo de seis homens indianos, com dezenas de caixas, que parecia disposto a finalizar tudo em poucas horas.


                                             Mas, o trabalho de encaixotamento levou o dia todo.



Finalmente, tudo pronto para ser transportado. Eles foram levando as caixas, aos poucos, para o caminhão. Por isso não tínhamos ideia da quantidade delas. Mas, logo veio a constatação...eram tantas que ficamos assustados. E, a pergunta: como aquilo tudo caberia dentro do novo apartamento, que é bem menor... ou seja, com um quarto a menos?


Ao levar as caixas para o novo apartamento escutávamos as conversas entre os carregadores que falavam hindi ( língua indiana) e os risinhos que não nos pareciam muito otimistas...pelo contrário, provavelmente eles estavam ironizando a situação e questionando como seriam colocadas aquelas sessenta caixas ( isso mesmo...mais de sessenta) dentro de um espaço menor do que era antes. E, o questionamento não era só deles, era nosso também!!!!


Mas, aos poucos (durante a semana) fomos esvaziando as caixas. Era uma festa quando conseguíamos colocar mais uma vazia para o corredor. Tudo foi se ajeitando. E lógico, muito descarte também aconteceu. Na postagem anterior mostrei nossa ida ao Mercado de Pulgas onde vendemos todos os excessos desnecessários. E, o apartamento ficou muito confortável e acolhedor.


 Ao acordar no dia seguinte tudo foi recompensado pelo lindo visual, pela claridade adentrando a sala e a sensação de um novo recomeço aos meus queridos. Nova energia, novas esperanças e novos dias.


Porque toda mudança dá muito trabalho físico, mental e emocional. Porém, esse movimento areja, desacomoda e oportuniza um novo olhar para a própria vida.


      E, quando a noite chega, as luzes de Dubai ficam lindas refletidas nas águas do Canal do Creek. Uma cena que pode ser apreciada todos os dias, através da janela. É nessa hora que agradeço pela oportunidade de estar ali e participar desse momento de mudança. Porque ao acompanhar a mudança deles, muda também a minha energia e aumenta a alegria por ter tido a oportunidade de fazer meu papel de mãe, que tanto amo.
                                                                                  Uma linda vivência, Marildinha!


domingo, 8 de novembro de 2015

Mercado de Pulgas (Flea Market) em Dubai.

Estou aqui em terras árabes. Vim para ficar 10 dias, mas ficarei bem mais. É a primeira vez que permanecerei um mês...e estou adorando. Coisas pra fazer não faltam.
                                          Ontem foi dia de Mercado de Pulgas, no Zabeel Park. 


Fomos como participantes. Uma experiência super diferente. O objetivo de todos que se inscrevem como participantes é vender coisas usadas.

Primeiramente fizemos a inscrição online pagando uma taxa de Dhs290,00 ( duzentos e noventa dirhams que equivalem aos nossos R$ 290,00). Feito esse pagamento tivemos direito a uma mesa e duas cadeiras. Ao ar livre...presenteados pela sorte conseguimos uma mesa debaixo de árvores...mas cadê as cadeiras? elas não estavam lá.


Chegamos no parque antes das oito horas da manhā, com quatro grandes e pesadas caixas. Ainda bem que logo apareceram dois carregadores para nos ajudar...claro!...mediante pagamento de trinta dirhams. Pagaríamos mais do que isso...rsrsr...ainda bem que nāo suspeitaram da possibilidade de melhorar o ganho!


O que me chamou  atenção foi a quantidade de pessoas vendendo coisas....muitas mesas...muitas pessoas de todas as nacionalidades e muitos produtos...os mais inimagináveis.



                      E, uma população enorme interessadíssima em comprar por preços baixos.


Tínhamos muita coisa para vender, pois meu filho e nora acabaram de trocar de apartamento...de um maior para um menor...e o descarte foi coisa séria!!!! Desde panela elétrica pra cozinhar arroz, cortinas, roupas, calçados, livros  até cabides, mata mosca, peruca fantasia entre outros.



Em quatro horas vendemos praticamente tudo. Mas, era assim...se pedíamos 30 eles ofereciam 5 e levavam por 10 Dhs. Uma pechincha total. Valor alto, nem pensar. Mesmo as coisas boas que valiam 150 Dhs foram vendidas por 60...senāo nāo dava negócio. Uma experiência única. Foi divertido.

Quando o relógio marcou meio dia, já cansados,  colocamos algumas poucas peças que sobraram em uma caixa e demos de presente para a moça da mesa vizinha, que ficaria até as 18h (provavelmente). Ela ficou super feliz porque poderia fazer mais um dinheirinho com as possíveis vendas.


Balanço do dia: dinheiro em caixa para cobrir o valor da mesa e do carregador das caixas e ainda alguns bons dirhams para a alegria do bolso. Mas, o grande ganho foi a vivência da Marildinha. Ao lado do meu filho e da sobrinha de minha norinha, numa grande parceria, trabalhamos, negociamos, rimos muito e constatamos que há espaço para todos nesse mundo!!

                       
                                                              Foi auspicioso! SHOUKRAN

domingo, 11 de outubro de 2015

Amor por sua criança interior

Todo adulto carrega em seu íntimo a criança que foi. Esse pequeno que vive dentro de cada um participa de muitas decisões e ações da vida adulta. Quando menos se espera...lá está algum traço, que muitas vezes somente é notado por familiares que participaram do crescimento, desde a primeira infância.

A pessoa cresce e sua criança interior vai junto com ela, influenciando a visão que tem de si mesma e do mundo, assim como seus atos e escolhas.


Ao estabelecer contato com sua criança interior, sem dúvida irá conseguir libertar muitas emoções que estão presas em você desde a infância. Em alguns momentos, esse encontro pode ser muito doloroso, pois não é fácil recordar o que nos fez sofrer, mas ao mesmo tempo é libertador lamentar com ela suas dores reprimidas, deixá-la chorar livremente e principalmente descobrir que não é verdade o que fizeram acreditar sobre quem somos. Mas é possível transformar toda a dor ao reencontrar com essa criança que está dentro de você e que apenas espera por seu amor.


Em nossa criança interior, tanto os momentos bons como os ruins estão gravados. O objetivo de reencontrar essa criança é resgatar o que houve de bom e elaborar o que houve de ruim. O modo como fomos tratados quando crianças é o modo como nos trataremos pelo resto da vida.


Quando criança, talvez não pudéssemos modificar ou entender a realidade, mas agora, adultos, podemos e devemos nos tornar responsáveis por essa criança, como se fôssemos nosso próprio pai e mãe. ( Fragmentos de texto: Rosemeire Zago)


Como tem se tratado? Com compreensão e amor? Quando vai ouvir a você mesmo? Espero que você tenha autoconfiança suficiente para ser o aliado da sua criança, Você pode não confiar absolutamente em ninguém, mas você pode confiar em si mesmo. De todas as pessoas que você conhece na vida, você é a única a quem nunca vai abandonar e a única que nunca vai perder.



Entre em contato com sua criança. Converse sempre com sua criança e procure agradá-la. Lembre-se do que gostava de comer na infância ou o que gostaria de comer hoje, caso fosse criança. Vá comprar e delicie-se. Do que gostava de brincar? Lembre-se de algumas brincadeiras e não se acanhe, vá brincar! Que tal se deixar rolar na grama? Melhor ainda se for junto com aquela pessoa especial que você ama. Ou ainda, fazer aquela pipa e sair para empinar. Relembre, invente!


terça-feira, 6 de outubro de 2015

Frida Kahlo-Conexões entre mulheres surrealistas no México

Mulher de fibra, mexicana, revolucionária, grande questionadora e muitas cores em seu mundo inconsciente. Essa foi a leitura que pode ser feita ao visitar as obras originais incríveis de Frida Kahlo ( e outras mulheres) que estão expostas no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.



A exposição ( 27 set-10 jan.2016) está maravilhosa.
É capaz de nos transpor no tempo com tantos detalhes.



O tema central é a Mulher. Sob o olhar individual das artistas, o acervo vai se revelando nas interpretações. O simbólico, característica principal do surrealismo, faz com que o tempo fique curto ao tentar decifrar os códigos de cada obra.



 Freud, pai da psicanálise, foi o grande mentor e inspirador dessa coleção de arte, podendo-se dizer que de forma indireta. Através do inconsciente coletivo, teoria de Sigmund Freud,  foram surgindo artistas e obras fantásticas na época do surrealismo e que causaram muito desconforto aos mais tradicionais.


 
Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón ( Frida Kahlo) nasceu em 1907 na cidade do México. Com seis anos, Frida contraiu poliomielite, a primeira de uma série de doenças, acidentes, lesões e operações que sofreu ao longo da vida. A poliomielite deixou uma lesão no seu pé direito, pelo que ganhou o apelido de Frida pata de palo ( ou seja Frida perna de pau). Passou a usar calças, depois longas e exóticas saias, que se tornaram uma de suas marcas pessoais. Em 1928, entrou no Partido comunista mexicano e conheceu o muralista ( um dos mais famosos pintores mexicanos)
 Diego Rivera, com quem se casa no ano seguinte. ( Enciclopédia livre)
 


" Existem momentos na vida da gente, em que as palavras perdem o sentido ou parecem inúteis, e, por mais que a gente pense numa forma de emprega-las elas parecem não servir. Então a gente não diz, apenas sente." - Sigmund Freud


                                                                                Até mais!

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Movimento ou estresse?!

Conversava com meu filho,dias atrás e disse-me que o mês de outubro seria para ele um mês estressante. As razões? Muitas, disse-me ele. Entre as causas normais do dia a dia estaria também a procura por um novo apartamento para morar, porque o contrato de locação logo vencerá. Além da procura,ainda estaria a mudança,que faz aquela bagunça e dá muita mão de obra!

Fiquei pensando no que me falara e logo veio a outra versão desse específico mês de outubro.
E, se mudares a palavra estresse por movimento?! Ele ficou pensando...



Quando usamos as palavras precisamos ter noção da força delas. Jogar palavras ao léu ecoam pelo universo e retornam como bumerangue. Se forem positivas, voltarão positivas; se negativas, retornarão negativas. Talvez, em se consultando o dicionário, encontraríamos sinônimos entre movimento e estresse...quem sabe estaria lá: " estresse- excesso de movimento"!

 
Mas, voltando ao ponto inicial, tal estresse olhado como movimento, imprimirá na essência do significado, a preparação do momento para receber coisas novas na vida. Movimentar-se para sair da acomodação. Um novo lugar, uma nova porta e algumas novas janelas. Simbolicamente  representando a entrada de novas vivências, com uma nova possiblidade de olhar para a própria vida, sob outro ângulo. Isso é maravilhoso!

É claro, que dá trabalho. Mas a nova energia e as novas vibrações que chegam trazem alento para a alma, que antes agitou-se com certo receio do novo. Sempre gera algum desconforto sair da acomodação. É nisso que está a graça da coisa: movimentar-se. Sejamos gratos aos movimentos em nossa vida.


" A vida é igual andar de bicicleta. Para manter o equilíbrio é preciso se manter em movimento."
                                                                                                             Albert Einstein

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

De se tirar o chapéu

 
De se tirar o chapéu para essas mulheres que reinventam a vida após os cinquenta anos.
 

                Porque a vida vai se pondo em cada deferência a quem passa e aos que ficam.
                E, os segredos da alma se revelam quando amigas se juntam e laços são criados.
                               Laços de entendimento, brilho no olhar e energia na flor e na cor.


                              E, se o meu chapéu tem três pontas...tem três pontas o meu chapéu.
                               As pontas que se tornam círculos para conversas atentas.
                                                                            É de se tirar o chapéu!


                                               É de se tirar o chapéu para elas, que se abraçam, de ouvem,
                                                     se olham,  se amparam com a cumplicidade e a sabedoria
                                                                      de que todas estão no mesmo barco, nessa vida.

                             
                        De se tirar o chapéu para essas mulheres que não desistem nunca e que a clareza vai chegando aos poucos mostrando que adversidades precisam ser enfrentadas com garra, com determinação e persistência. Acreditar sempre que o amanhã é um novo dia cheio de possibilidades.


É de se tirar o chapéu para cada uma, que com seu estilo levou alta vibração ao grupo ABC ( Amigas de Balneário Camboriú) deixando a vida muito mais leve. Gratidão a todas pelo sorriso fácil, pela disposição de tornar o dia mais descomplicado e provar que a vida com alegria é outra coisa!


" A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos". Charles Chaplin

                                                                           Aplausos a todas!
                                       

domingo, 6 de setembro de 2015

Caicó e seus encantos

Estava ausente por um tempo. O blog ficou pacientemente esperando pelo meu retorno. Fui soltar as tranças em terras nordestinas. Fugir um pouco do inverno daqui do Sul e visitar amigos muito queridos em Natal. E, agora voltei e trouxe coisas lindas que meus olhos viram.
 
Sou apreciadora de artesanato. Principalmente o genuíno que leva consigo uma feição única e faz lembrar seu local de origem. Assim são os bordados de Caicó ( também chamados de bordados do Seridó), que são reconhecidos onde quer que estejam e levam o nome da cidade para terras distantes.
 


Fiquei sabendo que a origem desse maravilhoso trabalho teve origem no bordado típico da Ilha da Madeira, provavelmente chegando ao Brasil por meio dos colonizadores portugueses entre o final do século XVIII e início do século XIX.
 
 
Na cidade de Caicó, o bordado encontrou nas mãos hábeis de mulheres o meio de se perpetuar como uma tradição e hoje tem grande peso na identidade cultural de toda a região do Seridó.


Os elementos predominantes no bordado de Caicó são os desenhos florais, a técnica do alto relevo, richelieu, matiz, crivo e matame.
 
 







Se na gastronomia a cidade de Caicó é conhecida pelo queijo de manteiga e carne de sol, no artesanato são os bordados que levam no nome a identidade regional para o mundo.
Fonte: @bordados

Os olhos não esquecem o que viram e o quanto se encantaram.
Em cada peça um ponto de partida feito por  mãos habilidosas que vão bordando o caminho com o trançar das linhas e agulha. Um exercício de paciência e de amor. O resultado não poderia ser diferente: em cada olhar um suspiro por encontrar tamanha beleza!
                                                        Ahhhhh...os bordados de Caicó!
                                          Deixo para você um pouco desse encanto. Até a próxima!