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sexta-feira, 20 de abril de 2018

Vivências de Marildinha: Feira móvel de orgânicos

Vivências de Marildinha: Feira móvel de orgânicos:     Tudo o que é bom precisa ser divulgado.     Soube através de uma amiga que comprava produtos orgânicos no ônibus. No início fiquei adm...

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Feira móvel de orgânicos

    Tudo o que é bom precisa ser divulgado.
    Soube através de uma amiga que comprava produtos orgânicos no ônibus. No início fiquei admirada porque o meu imaginário deu uma rodada em alguns quilômetros e pensei: como num ônibus?
Porque ultimamente tenho tido experiências, das mais diversas, em ônibus que atravessam o estado.
Logo ela esclareceu! E vejam que ideia sensacional! Uma feira móvel de Orgânicos.

Onde: Esquina da Rua 3.500 com a Avenida Brasil em Balneário Camboriú-SC
Quando: Toda quarta-feira
Qual horário: das 7h até 13h



                     Embarque numa viagem para o mundo dos orgânicos Diniz.
                     Já gostei! São bons em marketing!
                     E, sabem atrair os clientes pela boca e originalidade.

                   
                      A viagem continua saborosa e saudável pelo corredor afora.
                      Tudo fresquinho cheirando natureza cuidada.
                   





                       No fim da viagem chega-se ao destino com a cesta carregada de saúde
                       e uma grande alegria pela surpresa do empreendimento.
                                                                    Um negócio bem bolado!!!!


                      Bicicleta estacionada, feirinha de rua, produtos fresquinhos...
                      Até parece Paris, em dia de Marchè (feiras).
                      Mas, o melhor de tudo é que isso acontece logo ali,
 na  esquina de nossa linda Balneário  Camboriú-SC, com iniciativa de trabalho
de gente brasileira  que vai  a luta e faz  acontecer.


                                         Feira Móvel Orgânicos Diniz - Agricultura Familiar.



                                                                      A minha mesa agradeceu !
                                                                      O que é bom deve ser divulgado. 
                                                                       Parabéns e muito sucesso!

sábado, 14 de abril de 2018

Balneário Camboriú acordando

                                         Nossa terra tem mar, tem sol, tem brilho próprio.
                     Quando acorda e o dia começa bem cedinho, impossível não se apaixonar por ela.
                                          Nossa linda e bela Balneário Camboriú-Brasil.


Por vezes não se sabe de onde vem tantas cores em suas águas, que misturadas com a areia e a elegância de quem espia desconfiada, parecem uma pintura...uma obra de arte. E, o belo fica ali, estampado na transparência do mar.


" Nunca o homem inventará nada mais simples, nem mais belo do que uma manifestação da natureza. Dada a causa, a natureza produz o efeito no modo mais breve em que pode ser produzido".
                                                                                                                             Leonardo da Vinci


                                                Essa liberdade despretensiosa vai acordando o dia.
                           Caminhar por ali, olhar o mar, conversar consigo mesmo e descobrir o privilégio de andar descalça sentindo a delícia daquele momento. Que aos poucos vai ficando azul...azul da cor do mar.                                                                                                                               


                                                                             Contemplar e agradecer.
                                                                             
                         " A mais nobre paixão humana é aquela que ama a imagem da beleza em vez da realidade material. O maior prazer está na contemplação."              Leonardo da Vinci
   

segunda-feira, 26 de março de 2018

Um case dentro do ônibus


Joaçaba é uma cidade acolhedora, situada no Oeste de Santa Catarina. Para chegar lá, precisa-se de oito horas, entre entradas e saídas, que o ônibus vai fazendo, em cada cidadezinha que tenha uma rodoviária. Chamamos de transporte semi-direto. Imaginem se fosse indireto!
 E, nesse jeito, os passageiros vão entrando e saindo, cada um com o seu destino e seu objetivo de viagem.


O meu destino, há anos, é sempre o mesmo -  Universidade do Oeste de Santa Catarina  (UNOESC). Onde alunos, frequentadores de cursos de Pós Graduação esperam seus professores para trocas de experiências, conteúdos e conhecimentos. Vou sempre muito animada por gostar do que faço e principalmente pelas pessoas maravilhosas que lá encontro. Um jeito muito deles de receber quem chega. São grandes anfitriões.


O chimarrão e a cuia compõem o ambiente da sala de aula. Um hábito que cultivam por serem vizinhos do estado do Rio Grande do Sul e porque faz parte da tradição. Quando vi todo esse '"apetrecho"  de forma tão caprichada entendi a importância desse chá e do ritual para muitos, que não ficam sem ele.

                                                         " Onde há chimarrão existe amizade.
                                                            Existe um povo que sabe que a maior felicidade
                                                           é crer que a simplicidade te faz rico em qualquer chão"                                                                                                                               Carlos Eduardo Back



Foi um fim de semana estudando o Comportamento do Consumidor: fatores que influenciam no processo de compra; análise de cases; técnicas que apoiam a identificação dos desejos, anseios, restrições, comparações que o consumidor realiza antes de definir pela compra, entre outros.


        O ser humano é mesmo muito complexo. Parecem tão iguais, mas todos tão diferentes!
        Com tantos senões, conflitos, carências e formas diversas de sentir o mundo e confortar o próprio coração... ID - EGO - e  SUPEREGO, um trio que deu o que falar com suas subdivisões psicológicas e emocionais.

                                       " A filosofia do contente, é uma armadilha do consumo.
                                          A  existência tem amplitude, que inclue: medos, perdas, dores."
                                                                                                                    Contardo Calligaris


Verdade,  a existência do ser humano revela em si, medos, perdas, dores e necessidades. Isso ficou comprovado numa conversa que escutei dentro do ônibus, ao regressar: Um  Case para análise.

" Aquela senhora, um tanto agitada e desajeitada andava pra lá e pra cá na rodoviária. Eu fiquei observando aqueles movimentos nervosos dela. Corria ao seu lado um garotinho, que acredito ter uns 6 anos de idade. Logo descobri que era o seu neto; um olhar triste que muitas vezes olhava pra mim e tentava sorrir quando eu sorria pra ele. 

Embarcamos no ônibus e logo se ajeitaram na poltrona ao lado, perto da minha. Eles me intrigavam. Não sei se era o olhar do pequeno ou a forma como aquela avó lidava com ele; as vezes muito agressiva e imediatamente depois cheia de carinho. Mas, percebia uma certa alegria por parte dos dois de estarem iniciando aquela viagem. 

Não demorou muito ele falou: " a gente vai visitar o pai, né vó? ele mora na cadeia, né?
 O senhorzinho sentado na poltrona a frente falou para si próprio, em voz alta: morar na cadeia não deve ser bom! Senti uma mistura de compaixão pelo pequeno e graça  pelo jeitão do senhor! Parecia surreal.

O silêncio foi interrompido por uma troca de conversa entre a senhora que sentava ao meu lado e a avó. E, as duas conversaram sem parar pelo caminho afora. Soube, então em detalhes, a vida de uma e de outra. Todas as doenças, dores e até amores deixados para atrás por conta do filho ter sido preso e ficar responsável por dois menores. 

Finalmente chegou ao destino. Ficaria na casa da filha e no dia seguinte faria uma visita ao filho, no presídio, levando o neto pela mão. E, logo foi dizendo: graças a Deus que chegamos. Amanhã vou poder abraçar o meu filho. E, saiu apressada levando  o pequeno, que longe, ainda virou-se e deu mais um sorriso acanhado para mim. 



Nessa hora tudo ficou para trás: os conceitos, os cases de sucesso, os recursos para entender o comportamento do consumidor. Entendi que, cada ser humano é movido por aquilo que representa conforto para a sua alma. O melhor produto ainda é o amor. Esse,  move a essência de cada consumidor. O afeto é capaz de suprir as mais primárias necessidades e carências. Para aquela mãe, não importava o meio, importava era suprir a necessidade básica que ela tinha de estar com o seu  filho, não importando o lugar. Um verdadeiro Case de Sucesso.


Dedico esta postagem aos meus alunos e ao Wesley, o garotinho do olhar triste. 
Obrigada por me sensibilizar com a sua ingenuidade de criança.





sexta-feira, 16 de março de 2018

Óbidos, um lugar pra se perder

Aquele sábado amanheceu chuvoso em Lisboa. Era preciso muita vontade para sair pela rua afora. O vento estava mesmo bem gelado e a chuva associada a ele era tão forte que minha sombrinha  empinou-se algumas vezes para olhar para atrás. Mesmo assim...lá fui eu.

O objetivo do dia era instigador. Depois de muitos anos, finalmente iria conhecer a cidade de Óbidos, que está localizada perto de Lisboa ( 80 km). Um metrô para o primeiro trajeto, saindo da estação da Praça da Espanha, em direção à estação Campo Grande. Chegando ali era hora de pegar um ônibus ( empresa Rodotejo) que nos levaria até o destino do dia, por 15 euros ( ida e volta). Sim! Eu e uma família de japoneses,  que não sabia bem pra onde estava indo, com um mapa na mão e sorrisos continuados no rosto e mesmo sem conhecer uma palavra em português e poucas em inglês ia se comunicando.


Óbidos remonta a um período antes de Cristo e sabe-se que por lá passaram romanos, mouros e visigodos. Mais tarde, a cidade ficou conhecida como o " presente das rainhas" por fazer parte do dote de muitas, como da Rainha Santa Isabel, Filipa de Lencastre, Urraca de Castela, Leonor de Aragão e Leonor de Portugal.


A atmosfera do lugar traz uma certa nostalgia. E, o imaginário da gente voa através do tempo como muitas vezes acontece nos filmes. Tudo ali é real, mas parece que não é, entende? Uma mistura de pensamentos. Uma confusão de épocas. Uma dificuldade de se transpor.


De fato " o caminho se faz na caminhada" saudosa Cora Coralina! Caminhando por onde as pedras vão indicando. E, simplesmente deixando-se ser levado e ir se perdendo, por vontade, em cada esquina. Porque pressente-se que um horizonte abrir-se-á a qualquer momento.


                                       " Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
                           Afinal se coisas boas se vão é para que coisas melhores possam vir..."
                                                                                                       Fernando Pessoa


                        O que diria o poeta, mediante esse todo, visto através de um rasgo de olhar?
                                                                                    Provavelmente diria:
                     " eu sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura".
                                                                                    Sábio Fernando!


 Nesse contexto, o meu olhar corre por um vasto casario, com telhados repetidos com a intenção de marcar o tempo e gravar na memória esse visual que tira o meu fôlego.


Lá do alto, passeando destemida por estreita passarela, não só avisto a grandiosidade do momento, como também a beleza do privilégio. Estar ali, naquele lugar, naquele instante admirando uma remota história, por entre flores de cerejeiras e limões sicilianos, deve ser mesmo um presente da vida! E, a respiração traz um sabor de " Meu Deus, olhe bem onde estás, brasileira"! Em terras portuguesas, com certeza! Um respiro profundo e muita gratidão!


As muralhas tem cerca de 2 km de comprimento e durante o percurso deslumbrantes vistas que nos cativam o olhar. Perspectivas da região, que só se tem lá de cima. E, não posso deixar de comentar. Sabem quem encontrei nesse estreito caminho? eles...a família de japoneses, que trocamos boa comunicação... por repetidos sorrisos, inclinações e cumprimentos!

E a janela se abre. Um ponto de claridade que vem de dentro da alma e vai ao encontro do distante...abrindo-se para o mundo. Esse mundo que, muitas vezes nos intimida, porque é grande demais;  ao mesmo tempo, tão pequeno e breve, que cabe dentro de um só coração. Tudo para lembrar que  " tenho em mim todos os sonhos do mundo". Fernando Pessoa

Um brinde a esse sábado chuvoso. Uma homenagem a todos que se encantam com as sutilezas da vida e com as surpresas que ela pode trazer em si. Um brinde às sensibilidades do ser humano. Feliz de quem as tem. Um brinde a Fernando Pessoa e a todos os poetas anônimos, que carregamos dentro de nós.


                                                                                                                   

                                                                                      Deixo-me, por vontade, me perder
                                                                                      Sei que já me encontro, logo ali.
                                                                                                                             Santè
                                                                                           
                                                                               

                                                                                                          

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Assim é o Atelier da Bettina

                                                       " Bem vindo ao Atelier da Bettina
                                               Aqui se costura sonhos e se alinhava alegria".


                  Imaginem um lugar com altas vibrações, cheio de detalhes feitos todos com muito amor.
                                                             O tom vermelho é a vedete do espaço.
                     De dentro do Atelier avista-se o jardim lá fora, que fica integrado ao espaço, para que a harmonia seja ainda maior. Um reduto perfeito para a prática da criatividade e a realização de um sonho.
                                                             Assim, é o Atelier da Bettina!                                   


                                                                                  A inspiração vem de família.
                                                                                  Bom gosto, trabalho e dedicação ao belo.

         
                                             A marca BEAT foi criada pela querida Bia, que é uma artista
                    e também produz junto no Atelier encantando a gente com suas lindas peças.
                                                                                                     São mesmo maravilhosas!


                                                                                Delícia chegar no Atelier.
                                                                      Um clima de festa com tantas cores vibrantes!
                                                                                                                    A alma agradece!


Os trabalhos produzidos são maravilhosos. O que mais chama atenção é o bom gosto e a perfeição nos acabamentos. A máquina de costura é uma grande aliada, mas na verdade, a maioria dos acabamentos são feitos todos a mão. Um trabalho minucioso que pede muita paciência e amor à costura.


                                      Observem o sofá e as bolas que enfeitam a árvore de Natal...
                                               tudo feito em patchwork pela Bettina. Um encanto de arte!


                   o amor ao Patchwork está registrado: bolas de Natal, trilhos e toalhas para mesa, almofadas, colchas, necessaires, saia para pinheiro...as mais lindas peças estão ali para fazer nossos olhos brilharem !






A tradução literal de patchwork é " trabalho com retalho". É uma técnica que une tecidos com uma infinidade de formatos. O patchwork é a parte superior ou topo do trabalho, já o trabalho completo é o acolchoado, formado pelo topo mais a manta acrílica e o tecido fundo, tudo preso por uma técnica conhecida como quilting ou acolchoamento.

A cor é o elemento que mais chama a atenção numa peça de patchwork. O conhecimento da cor é uma boa base para obter ótimos resultados. Saber combinar as cores e os tons e conseguir uma harmonia entre eles, é um grande passo para quem deseja fazer um bom trabalho de patchwork.     (wikipedia.org)

                     
                              Bettina e Bia. Uma dupla que abraçou essa ideia e passam muitas horas no Atelier se dedicando a desenhar, recortar, costurar e finalizar as peças que vão encantar você. Vale a pena visitar essas duas artistas e ficar contagiada por elas ao sentir o prazer e o amor com que arquitetam cada combinação de cores. Muita paixão envolvida!


                                                       " Na realidade trabalha-se com poucas cores.
                                            O que dá a ilusão do seu número é serem postas no seu justo lugar".
                                                                                                                 Pablo Picasso 


                         De retalhos em retalhos vamos criando o mosaico da vida.
                         Escolhendo cores, dores e amores as costuras fazem a composição do que somos.
                         Nem sempre os tecidos são bonitos e as cores vibrantes. Mas são os retalhos que guardamos em nossa alma que teceremos um novo dia. E com esperança que nessa montagem, nessa mistura de escolhas o resultado possa nos surpreender. O belo está sempre dentro de nós.

                                                          Quais retalhos farão o seu mosaico para 2018?
                          

sábado, 18 de novembro de 2017

Fazer nada é fazer.


Um dia de chuva merece aplausos. Tudo fica mais quieto ali na rua. As pessoas se recolhem; umas aproveitam esse clima para curtir a casa, um bom filme, fazer uma comidinha gostosa, retomar aquele livro esquecido ou fazer nada...outras, reclamam porque o sol não apareceu, não podem ir para rua como sempre, não sabem o que fazer em casa com o nada, que dizem ser um tédio.

O fazer nada é também fazer. Nada!
E, nesse fazer nada muita coisa pode ser produzida. Nesses momentos do nada podem surgem pensamentos, reflexões, decisões. O tempo é todinho para si; cuide para não ter interferências sabotadoras. Aproveitemos o silêncio com alegria e tranquilidade. Olhemos melhor e com mais calma para retomar, continuar ou modificar escolhas.

A atmosfera da chuva pode nos dizer: olhe mais para si mesmo. Pare um pouco; diminua a correria. E, veja como anda a relação entre você e o seu eu. Estão em paz? Convivem em harmonia? Vocês conversam silenciosamente para fazer ajustes? Gostam um do outro? Ou vivem em constante guerrilha, alimentando baixa estima, reforçando pensamentos negativos a seu próprio respeito.

Que tal explorar o dia de hoje. Esse dia pode fazer diferença ao encontrar dentro de nós o que temos de bonito a ser realçado, destacado e agradecido. O encontro com  nosso bem estar é tarefa contínua e trabalhosa. E, só nossa. Mas, vale muito a pena. Um olhar aqui, uma dica ali, um dia atrás do outro.
Um dia de chuva para limpar a nossa alma. E, temperá-la com o melhor que existe em cada um de nós. 
                                                                                                                Assim, do nada.

                                                       

                                                                                                                        Voilà!