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segunda-feira, 31 de março de 2014

Encontro de coração aberto

Entre tantos encontros e desencontros pela vida afora, existe o "inexplicável universo conspira a nosso favor" ou a frase "nada acontece por acaso". Quando os pezinhos resolvem dar uma volta lá fora e fazer uma caminhada, sem grandes expectativas, muita coisa pode acontecer. Pessoas passam umas ao lado das outras. Quem sabe até se esbarram ou dizem bom dia, tudo bem?! Se olham e não se enxergam. É o famoso olhei mas não vi. Sim, porque olhar é diferente de enxergar. O dicionário que nos perdoe, caso não seja assim a sua explicação para o verbete 'olhar'. Mas, o essencial é invisível para os olhos.

O dia começou cedo para Sahrai. Ela despertou antes do sol aparecer naquela quarta-feira. Escuta lá fora o canto dos pássaros, coisa rara para ela, espreguiça-se com vontade e veste-se branquinha para mais uma vez entrar no templo e em silêncio meditar. O lugar é simples, muito simples mas, para ela é sagrado e onde a sua energia vital se revigora. Há muitas pessoas que também estão lá; todas com o mesmo objetivo: desligar o botão do controle automático e entrar em sintonia com o mundo fascinante da espiritualidade. De olhos fechados  fazem seus pedidos secretos e agradecem por tantos merecimentos.

Em suas preces, Sahrai confidencia aos espíritos amigos a sua boa intenção de abrir seu coração. Ela sente que  o momento é fértil para a semeadura. E, que a colheita chegará. Ela também percebeu em suas reflexões que o "amar a si mesmo" precede o "amar o outro". É, verdade Sahrai, só é possível dividir com o próximo o que temos dentro de nós.

 E, assim, depois de algumas horas meditando, saiu daquela sala... livre, leve e solta. E, foi nessa hora que ela olhou e viu. Precisou olhar mais de uma vez para ter certeza que era correspondida. Ao seu lado, estava um rosto sério, de estatura alta, também vestido de branco. Não demorou muito para acontecer a  conexão entre dois sorrisos tímidos. Não pode ser comigo, pensou Sahrai. Deve estar sorrindo para outra pessoa que está na mesma direção que a minha... mas era pra ela, sim. Porque logo veio o "tudo bem?" num sotaque europeu revelador e charmoso. Da mesma forma Sahrai deixou-se  revelar por alguns detalhes captados por ele, um homem muito observador. Os dois conversaram por longo tempo, sentados nos bancos do jardim e  acompanhados por um cafezinho delicioso, oferecido por ele.

O coração de Sahrai estava feliz. Foi ouvida e atendida ao seu simples pedido.
                         Quando a intenção é boa, tudo conspira a favor.
 E, somente  florescerão sementes plantadas com a energia e a simplicidade de um coração aberto.



"O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos e seus atos. A maneira como você encara a vida é que faz toda a diferença.
                                                    A vida muda, quando você muda".
                                                                             - Luís Fernando Veríssimo -
                                                                 



sexta-feira, 14 de março de 2014

Lanternas

                         Se eu pudesse traria lanternas de todos os lugares por onde ando.


                                       Também gosto de apreciá-las em seu devido lugar.


                                             Elas enfeitam e criam uma atmosfera única.


                                               Impossível não se render a sua beleza.


                             E, quando a escuridão se faz presente ela reina imperiosa!


                                                        Linda, soberana e romântica.


               Elas refletem a luz e iluminam a nossa alma. Muitas vezes nos remetem a imaginações e deixamos que nos envolvam em uma atmosfera única, que traduz as intenções, alguns pensamentos e tantos sentimentos. E, pacientemente esperam  a hora de entrar em cena para o espetáculo. Chegam coloridas, rendadas, com  arabescos ou simplesmente brilhantes. E, o palco está aberto para que cada um seja o personagem que quiser. Voilà!

segunda-feira, 10 de março de 2014

Centésima postagem

Esta é a centésima postagem. Estou muito feliz com esse número. É sempre muito sintomático chegar à casa dos 100. E acreditem, foi sem expectativa. Um texto aqui, outro ali, outro acolá reunidos em boas intenções no ato de escrever. Ahhhh, se não fossem as palavras. O que seria do meu coração, que muitas vezes transborda com tantas  ideias; e em outras, quando fica calado escutando o que o mundo tem a me dizer. Muitos desses momentos de expansão e recolhimento  ficaram aqui registrados, em minhas vivências.

                                        Quando eu calo, penso.
                                        Quando escrevo, deixo impresso um pouco de mim.
                                        Quando silencio, deixo a luz entrar em minha alma.







                                 "Fechei os olhos e pedi um favor ao vento:
                                   Leve tudo o que for desnecessário.
                                   Ando cansada de bagagens pesadas
                                   Daqui pra frente apenas o que couber na bolsa e no coração."
                                                             = Cora Coralina =
                       
                           Muita luz pra você e obrigada por dar uma passadinha por aqui.
                            Venha sempre...as portas estão muito abertas...é só entrar!

             

terça-feira, 4 de março de 2014

E, fez-se a luz

Pequenas coisas, grandes alegrias! Assim me senti hoje...vibrando por conseguir fazer uma pequena coisa!
Tem certas habilidades que são atribuídas aos homens. E, nós muitas vezes, por acomodação e conforto alimentamos esse pensamento. Tem coisas que são próprias para os meninos, outras são para as meninas.

Pois bem. Faz alguns meses que queimou a lâmpada fluorescente da lavação, daqui de casa. E, faz um pouco menos de tempo que queimou outra igual na cozinha. Cada vez que queria acender a luz...ops...lembrava...está queimada. E, fui deixando. Até um dia em que meu genro ( Rodrigo) pegou a escada e tirou as lâmpadas velhas e queimadas e me deu o tamanho certinho das novas, para comprá-las iguais que serviriam nos locais.
Claro! Muito tempo passou e... finalmente comprei as duas fluorescentes novas. Chegando em casa vi que eram mais finas do que as que estavam colocadas. Pensei: não vai dar certo. Mas ainda na esperança, nesse final de semana falei pro Rodrigo, que me visitava...comprei as lâmpadas, mas acho que não vai dar certo. E, ele disse que logo iria testar. Esqueceu! E, eu também.

Hoje, tudo de novo. Acendi a luz...e ...ahhhh está queimada.
Tomei coragem, peguei a escada e comecei a trabalhar no teto da lavação. Pra lá e pra cá e uauuuuu...fez-se a luz!!!! Sai dali toda faceira e fui pra cozinha...pescoço arcado, olhos atentos, nariz quase no teto e uauuuuuu...fez-se a luz também! rssrrsrs

Que bobagem pensei! Ficar tão feliz com tão pouco! Mas, sinceramente fiquei muito feliz...rindo à toa e dizendo em voz alta: " muito bem, Marildinha! És o máximo"! ( risos)

Tá certo..abrir vidros de conservas...é muito bom quando tem um homem forte por perto!

                                               
                        Não importa quem acende a Luz, que ilumina a lavação, a cozinha,
                                                    uma cidade inteira...ou a Vida



                         Pequenos ou grandes momentos. Este ou aquela. Luz é luz que ilumina o caminho.
                                  Importante perceber e valorizar a beleza e a alegria em pequenas conquistas.
                                                      Em pequenas e simples vivências.


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Essa tecnologia!

Lidar com tecnologia nunca foi o meu forte. Cada vez que troco de celular é um sufoco porque preciso descobrir os seus segredos. Meu grande incentivador é Gustavo ( meu filho) que me mostra pacientemente
 ( uma vez) rsrsrsr como funciona o novo aparelho. E, vai mostrando todos os aplicativos que baixou para mim. E, eu com cara de paisagem vou dizendo...entendi!  Mas, isso me "força" a ficar ligada e após as primeiras explicações vou  mexendo aqui e ali e ao mesmo tempo vou  descobrindo os vários botões/ícones que fazem tudo. E, quando dá certo! Ahhhhhhh que alegria. Sabe aquela sensação de estar um pouco  alfabetizada ?! E, conseguir ler e escrever algumas palavras?! Então. É assim que me sinto quando dou conta de dominar um pouquinho um "monstro"que se chama Ipad ou qualquer outro" Ipode"...

Fizemos o primeiro encontro das amigas do Sagrada... na semana passada. Sagrada Família era o nome do Colégio onde estudamos juntas. Foram muitos anos sob os olhares severos das freiras professoras. Mas, fomos todas salvas e temos muitas histórias para relembrar. Ahhh e como temos!

Rose, anfitriã dedicadíssima, nos recebeu em sua casa de praia em Armação - Praia do Poá. É um lindo recanto do litoral catarinense que dá vontade de ficar por lá e esquecer de tudo.
                                                             Lugar paradisíaco!

O grupo foi com tudo: cadeira de praia, bronzeador, chapéu, cervejinha... com direito a um banho de mar que foi o máximo. Depois, um churrasco daqueles que Marcus ( o maridão dedicado) nos ofereceu.
                                                                            Ô coisa boa!

Fiz muitas fotos e alguns pequenos vídeos com o celular, dessa especial vivência.
E, com um aplicativo chamado IMOVIE produzi um trailler...
Marildinha, metida a cineasta...rsrsrrsrs
Ficou assim. Veja:




Que tal..passei no teste?
Prometo que vou melhorar no próximo.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Em Abadiânia

               Esta postagem não terá fotos. Apenas um relato de uma linda vivência.

   Faço uma ligação para minha amiga Beatriz. E ela me diz:
- sabes pra onde vou? Pra Abadiânia, no João de Deus. Gostarias de ir junto?
- Muito.

Assim começou uma linda viagem. Primeiramente fomos até Brasília. Dormimos uma noite na capital do Brasil e logo cedinho, no dia seguinte, de táxi fomos até a pequena cidade Abadiânia, Goiás.

Chegando lá, passando pela rua principal e única da cidade fomos visualizando grande número de pessoas, vestidas de branco, que iam em direção à Casa de Dom Inácio, para ser atendidos por João de Deus, o médium de cura brasileiro que transformou a vida de milhões, conforme diz na capa de um de seus livros.

Um lugar lindo, leve, energético. Pegamos uma senha e fomos para uma ante sala, que em silêncio conversamos com nossos corações e pedimos bênçãos para nós mesmos e para todos aqueles que estavam em nossa memória: familiares, amigos e necessitados de paz e proteção.

Tudo funciona de forma perfeita. Mesmo com aproximadamente quinhentas pessoas que lá vão por dia, todos são atendidos com amor. Com fluidez e harmonia.

Chegou nossa vez e fomos até à Entidade que, inexplicavelmente, sabe o que cada um precisa. Estávamos em quatro amigos comuns. Para Beatriz, um tratamento mais específico; para Nando, um remédio fitoterápico e para Marcos, a descoberta de ser um médium, também.

O coração vai pulsando mais forte quando me aproximo dele. Sinto um desligamento de tudo e simplesmente coloquei minha mão na dele, que estava a espera por isso. Pensei...o que vou falar pra ele? E, logo veio a resposta...não preciso dizer nada, ele sabe do que preciso e me entreguei de alma com fé e confiança. Ele falou algo tão baixinho que não entendi, mas também não fez diferença, saí dali com uma receitinha na mão para também tomar o fitoterápico e com a certeza de que algo de muito maravilhoso aconteceu ali, naquele momento.

Mais tarde, foi servida uma sopa de legumes, fluidificada. A melhor sopa que saboreamos juntos numa mesa comprida. Tomei meu primeiro comprimido receitado. Sentei recostada numa pilastra em um banco, lá fora. Sem controle, durmo que chego a roncar...e a babar...(risos) um pouco envergonhada com a cena saio dali e procuro um lugar mais discreto. Encontro um belvedere...com bancos compridos que posso olhar para o longe e ver uma floresta em pleno Goiás e escutar o silêncio orquestrado pelos pássaros. É ali.

Deito-me num daqueles bancos e durmo profundamente. Depois de um tempo, ainda deitada, abro os olhos e vejo meu amigo Nando debruçado no parapeito do belvedere apreciando a paisagem. Ele não me vê. Ao ir saindo dali, eu chamo Nandooooo, Nandooooo...baixinho para não incomodar as outras pessoas. Ele olha para os lados meio surpreso ( será que é um chamado do além?!...deve ter pensado) e me vê. Sorrindo senta no banco da frente e me mostra que ao meu lado dorme um grande cachorro, como se me fizesse companhia. Continuo ali. E, depois de algum tempo me levanto e me espreguiço. E, sabem quem acordou também? aquele cão enorme...começou a se espreguiçar ...esticando cabeça para atrás, pernas complemente abertas, barriga pra cima...como se estivesse fazendo um caprichado alongamento. Precisei rir. Acho que ele não era só um cão! Alguém estava ali, talvez matando saudades!

E, o nosso amigo Marcos, que se descobriu médium, foi convidado a fazer parte da corrente de médiuns, no período da tarde. Ele foi...e ficou quatro horas de olhos fechados, em auxílio à Entidade. Privilégio dessa experiência, um presente como disse Tião a ele, o secretário da casa.

Chamou nossa atenção algo muito curioso. A maior parte das pessoas que lá chegava era estrangeira: alemães, franceses, italianos e americanos. Também as pessoas que ajudam na Casa, a maioria estrangeiras. E, as falas, os depoimentos dados ...sempre em vários idiomas.

Encontramos também atrizes e cantoras. Marcos, que é tímido, mas não resistiu e foi cumprimentar uma delas. Chegou e disse: és a cantora Joana, não é?
E ela disse: não, sou a Simone!

Inesquecível vivência. Obrigada meus queridos amigos por tamanha oportunidade. Eu, que fui acompanhar minha amiga Beatriz e fui pensando para que estava indo lá, em Abadiânia, encontro a resposta num fragmento do livro de Heather Cumming - João de Deus - (pág.48), palavras de Ana, esposa de João:

"Às vezes as pessoas vão à Casa para acompanhar outra numa cadeira de rodas ou um amigo precisando de ajuda, mas elas também recebem uma cura profunda. Embora não estejam conscientes da própria enfermidade, recebem a cura de que precisam. Isso é possível porque elas vêm com um coração entregue e com fé. A fé move montanhas. A fé cura e nos guia".


Para saber mais, acesse:
Casa Inácio de Loyola




sábado, 15 de fevereiro de 2014

Em Dubai

Estive sumidinha, é verdade!
Mas, por uma boa causa: preencher meu coração de mãe.


                    As vivências foram tantas e tão intensas que faltou tempo para registrá-las no blog.
                                                                Mas, aqui estou.


Voltar à Mesquita Branca, em Abu-dhabi, foi uma nova oportunidade para contemplá-la com outro olhar.


                                       Somos sempre outra pessoa, em um outro momento.
                     Mesmo que retornamos ao mesmo lugar, poderemos vê-lo de forma tão diferente! .

                                    Mas, sei também que a primeira vez a gente nunca esquece!


                               Desta vez tive o privilégio de ter minha irmã Marilene comigo.
                                                    Momento marcante para nós duas.


            Não basta a gente estar feliz; a felicidade fica mais completa quando sentimos a felicidade do outro.


                                                              E, a vida vai se pondo.
                      Afilhados crescem e conduzem a madrinha ao encontro do belo e do sublime.


                                                           Enigmático e majestoso.
                  Três corações fraternos, ao meio de tantos outros, contemplam o silêncio e agradecem.

                    
Obrigada, meu Deus pelas oportunidades de crescimento que  a vida nos mostra a cada nascer do sol.
                                  Que saibamos captar a luz dos presentes da vida
                        e que ela se espalhe a todos aqueles que estejam de coração aberto.


                                                                     Até a próxima vivência!