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domingo, 1 de março de 2015

O simbólico em nossa vida


Na semana passada fiz uma pequena viagem. Levei meu eu interior para um passeio com o objetivo de vivenciar momentos intensos, cheios de novas e boas energias. Logo na chegada à pousada algo me chamou muito a atenção. Esse cantinho com uma escada em caracol, a estrela delicadamente pendurada e as cores harmoniosas.



Gosto do simbólico. Não é para menos que um dos meus autores preferidos é Carl Gustav Jung e com muito respeito li o seu livro O Homem e Seus Símbolos. Talvez quando o li, há alguns anos atrás,  estivesse muito interessada na parte científica que o momento requeria por conta da academia. O que eu não podia imaginar é que aquela leitura pudesse fazer tanto sentido para mim, atualmente. O olhar acadêmico foi substituído por outro; um olhar mais aguçado que lanço sobre a vida e seus símbolos,  em tantas circunstâncias que ela me coloca. E, me provoca.

Este ambiente (fotos) ficava no interior da pousada em que me hospedei na cidade de Abadiânia-GO. Num cantinho bem exclusivo que eu o avistava do meu quarto. Imediatamente vem  esse lado simbólico e minha interpretação insinua que tal qual se apresenta o meu eu interior que buscava naquela cidade o encontro com a espiritualidade, num clima de paz.

Branco. Lilás. Estrela.Escada.
O branco da paz. O destaque da espiritualidade no lilás. A estrela que fica no alto, colorida e leve significando o caminho, a luz, a esperança e a renovação. E, a escada que devemos subir com atenção,  degrau por degrau, tal qual nos mostra a vida em seu dia a dia...um passo de cada vez, mas sempre para frente em direção do auto conhecimento, superação  e evolução como seres humanos, imperfeitos que somos.



                                              A vida nos fornece muitas mensagens a todo instante.
                                     Estar atentos a essas mensagens pode nos ajudar a compreender melhor o nosso caminho.
                                                                                            Fiquemos alertas, então!

" Sou eu próprio uma questão colocada ao mundo e devo fornecer minha resposta; caso contrário, estarei reduzido à resposta que o mundo me der". 
                                           Carl Gustav Jung




terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Em Abadiânia

               Esta postagem não terá fotos. Apenas um relato de uma linda vivência.

   Faço uma ligação para minha amiga Beatriz. E ela me diz:
- sabes pra onde vou? Pra Abadiânia, no João de Deus. Gostarias de ir junto?
- Muito.

Assim começou uma linda viagem. Primeiramente fomos até Brasília. Dormimos uma noite na capital do Brasil e logo cedinho, no dia seguinte, de táxi fomos até a pequena cidade Abadiânia, Goiás.

Chegando lá, passando pela rua principal e única da cidade fomos visualizando grande número de pessoas, vestidas de branco, que iam em direção à Casa de Dom Inácio, para ser atendidos por João de Deus, o médium de cura brasileiro que transformou a vida de milhões, conforme diz na capa de um de seus livros.

Um lugar lindo, leve, energético. Pegamos uma senha e fomos para uma ante sala, que em silêncio conversamos com nossos corações e pedimos bênçãos para nós mesmos e para todos aqueles que estavam em nossa memória: familiares, amigos e necessitados de paz e proteção.

Tudo funciona de forma perfeita. Mesmo com aproximadamente quinhentas pessoas que lá vão por dia, todos são atendidos com amor. Com fluidez e harmonia.

Chegou nossa vez e fomos até à Entidade que, inexplicavelmente, sabe o que cada um precisa. Estávamos em quatro amigos comuns. Para Beatriz, um tratamento mais específico; para Nando, um remédio fitoterápico e para Marcos, a descoberta de ser um médium, também.

O coração vai pulsando mais forte quando me aproximo dele. Sinto um desligamento de tudo e simplesmente coloquei minha mão na dele, que estava a espera por isso. Pensei...o que vou falar pra ele? E, logo veio a resposta...não preciso dizer nada, ele sabe do que preciso e me entreguei de alma com fé e confiança. Ele falou algo tão baixinho que não entendi, mas também não fez diferença, saí dali com uma receitinha na mão para também tomar o fitoterápico e com a certeza de que algo de muito maravilhoso aconteceu ali, naquele momento.

Mais tarde, foi servida uma sopa de legumes, fluidificada. A melhor sopa que saboreamos juntos numa mesa comprida. Tomei meu primeiro comprimido receitado. Sentei recostada numa pilastra em um banco, lá fora. Sem controle, durmo que chego a roncar...e a babar...(risos) um pouco envergonhada com a cena saio dali e procuro um lugar mais discreto. Encontro um belvedere...com bancos compridos que posso olhar para o longe e ver uma floresta em pleno Goiás e escutar o silêncio orquestrado pelos pássaros. É ali.

Deito-me num daqueles bancos e durmo profundamente. Depois de um tempo, ainda deitada, abro os olhos e vejo meu amigo Nando debruçado no parapeito do belvedere apreciando a paisagem. Ele não me vê. Ao ir saindo dali, eu chamo Nandooooo, Nandooooo...baixinho para não incomodar as outras pessoas. Ele olha para os lados meio surpreso ( será que é um chamado do além?!...deve ter pensado) e me vê. Sorrindo senta no banco da frente e me mostra que ao meu lado dorme um grande cachorro, como se me fizesse companhia. Continuo ali. E, depois de algum tempo me levanto e me espreguiço. E, sabem quem acordou também? aquele cão enorme...começou a se espreguiçar ...esticando cabeça para atrás, pernas complemente abertas, barriga pra cima...como se estivesse fazendo um caprichado alongamento. Precisei rir. Acho que ele não era só um cão! Alguém estava ali, talvez matando saudades!

E, o nosso amigo Marcos, que se descobriu médium, foi convidado a fazer parte da corrente de médiuns, no período da tarde. Ele foi...e ficou quatro horas de olhos fechados, em auxílio à Entidade. Privilégio dessa experiência, um presente como disse Tião a ele, o secretário da casa.

Chamou nossa atenção algo muito curioso. A maior parte das pessoas que lá chegava era estrangeira: alemães, franceses, italianos e americanos. Também as pessoas que ajudam na Casa, a maioria estrangeiras. E, as falas, os depoimentos dados ...sempre em vários idiomas.

Encontramos também atrizes e cantoras. Marcos, que é tímido, mas não resistiu e foi cumprimentar uma delas. Chegou e disse: és a cantora Joana, não é?
E ela disse: não, sou a Simone!

Inesquecível vivência. Obrigada meus queridos amigos por tamanha oportunidade. Eu, que fui acompanhar minha amiga Beatriz e fui pensando para que estava indo lá, em Abadiânia, encontro a resposta num fragmento do livro de Heather Cumming - João de Deus - (pág.48), palavras de Ana, esposa de João:

"Às vezes as pessoas vão à Casa para acompanhar outra numa cadeira de rodas ou um amigo precisando de ajuda, mas elas também recebem uma cura profunda. Embora não estejam conscientes da própria enfermidade, recebem a cura de que precisam. Isso é possível porque elas vêm com um coração entregue e com fé. A fé move montanhas. A fé cura e nos guia".


Para saber mais, acesse:
Casa Inácio de Loyola