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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Montmartre. Série Paris

                                         Montmartre é uma festa a céu aberto.
 Uma das regiões mais bucólicas e charmosas da cidade de Paris. Isso se deve às inúmeras ruazinhas arborizadas, seus artistas de rua, os cafés e cabarés.


                                              Desta janela a vista fica ainda mais linda.
                    Principalmente se o nosso imaginário voltar no tempo e visualizar
       Renoir, Picasso, Toulouse-Lautrec entre outros, olhando através desse mesmo ângulo.


                                    Museu de Montmartre - 12, rue Cortot - Paris
                                           Emociona chegar na casa e nos jardins,
                                     lugares que inspiraram tantos magos da pintura.


                   Ver o local e a obra realizada...faz qualquer um de nós vibrar silenciosamente.


                          Renoir pintou essa tela em 1876, exatamente nesse jardim.
 A obra foi para a exposição Impressionista em 1877 porém, na época,  muito mal aceita pela crítica, foi comprada por seu amigo.


Pierre Auguste Renoir foi um importante artista plástico francês. Fez parte do impressionismo e destacou-se por suas lindas pinturas. O sentimento lírico é uma característica importante nas suas obras. Prevaleceram as formas humanas individuais, grupos de pessoas e paisagens.


É impossível não ficar longo tempo admirando tanto beleza. Ao debruçar no muro da casa/museu avista-se, logo ao lado, esse jardim e parreiras de uvas que afagam a nossa imaginação. Lugar perfeito para respirar fundo e agradecer por vivenciar tão mágico momento.


                              E, o amor está no ar: " eu te beijo e te amo para sempre".
              Picasso e Fernanda Olivier viveram aqui seus grandes momentos de vida e amor.


      "  Nessa casa eu passei com Picasso os mais preciosos anos de minha vida.
         Foi nessa época que eu me senti verdadeiramente feliz.
         Aqui também, eu deixei uma parte da minha juventude e todas as minhas ilusões".
                                                                                      Fernande Olivier, 1933



                                                    E assim, a vida continua se pondo!
           Nas ruas de Montmartre ...no pincel que delineia traços e concretiza o abstrato, na atmosfera inspiradora do cheiro da tinta...na chuva que é respeitada pela sombrinha e novos Picassos, Renoirs ou Lautrecs deixam registrados seus sonhos, sua persistência e a esperança que está na alma de cada artista.

                                                                          
Veja também: lançamento do livro " A Lavanda como Caminho" de Cláudia Obenaus
A lavanda como Caminho

                                                                                        À demain

quarta-feira, 16 de julho de 2014

L´Orangerie. Série Paris

                    Agora sim! O verão chegou: Sol e calor. Esse é o clima que amo por aqui.


                                                      Destino de hoje: L´Orangerie.

O Museu de L´Orangerie é uma galeria de arte impressionista e pós-impressionista localizada na Place de la Concorde. A galeria está na antiga estufa do Palácio das Tullerias.
Como o próprio nome sugere , o museu está localizado num antigo laranjal, construído em 1852, no Jardim das Tulheries.

Cheguei de metrô, na estação Tulherie e atravessei o jardim caminhando. Só isso já teria valido a pena!


                                         Mas, o espetáculo maior ainda estava por vir.


L`Orangerie é conhecido sobretudo pelo grande conjunto/ mural de Claude Monet, Les Nymphéas.
Sou apaixonada pelas obras de Monet. Especialmente depois de ter conhecido a casa e os jardins em Giverny, desse incrível retratista da natureza. Ao olhar suas obras é como estar ao vivo naquele lugar...ou, o contrário, ao estar nos jardins de Monet é como estar dentro de um quadro pintado por ele. Apaixonante!

Sou da área de Letras. Portanto, tive contato com escritores de variadas épocas. Confesso que, ao se tratar de pintores meu conhecimento não é muito grande. O que mais me chama a atenção, ao entrar em um museu de arte, é observar as crianças, levadas por seus pais para apreciar as obras. Privilégio o delas. Desde pequenas estão sendo despertadas para tal conhecimento. É por isso que a facilidade delas é grande e a minha dificuldade ganha espaço. Então, sem tempo a perder...nunca é tarde para começar.

O ingresso custou 9 euros. E, o áudio guia mais 5 euros. Com 14 euros me deliciei durante quase 3 horas. Apreciando, olhando, escutando, retomando e entendendo a filosofia de vida de cada artista: Monet, Picasso, Renoir, Cézanne, Rousseau, Modigliani, Laurecin, Matisse, Derain, Utrillo e Soutine.

Alguns dele nunca havia ouvido falar. Outros, por serem mais famosos e populares, eram mais familiares.
Deixo aqui registradas algumas curiosidades que achei interesse:

Claude Monet ( 1895-1926)- Durante 30 anos trabalhou incansavelmente sobre o mesmo tema: Lírios de Água. E, pintou mais de 300 quadros...todos sob o cenário de sua casa e jardim, em Giverny - na Normandia. Acometido por cataratas, quase cego no fim de sua vida, continuava a pintar ( sem enxergar) pois sabia onde estavam as cores nas paletas, que as deixavam sempre no mesmo lugar.

Paul Cézanne ( 1839-1906) - Extremamente exigente, levava longo tempo para pintar uma tela e poucos modelos resistiam a isso. Razão pela qual se explica que ele optou por pintar natureza morta, na maioria de suas obras.

Pierre-Auguste Renoir ( 1841- 1919) - Sofreu de reumatismo crônico e no final da vida usava cadeira de rodas. Sem conseguir andar, nos últimos 15 anos preferiu pintar de forma horizontal pois permitia pintar sentado. Intitulado o pintor da felicidade e das alegrias do momento, não se deixava abater. Dizia:
" Para mim, um quadro tem que ser alegre, bonito e agradável. Sim, bonito. A vida já tem coisas aborrecidas demais. Sei que é difícil convencer as pessoas que um quadro pode ser bonito e uma grande obra ao mesmo tempo".  

André Derain ( 1880-1954)- Esse pintor tem o maior número de quadros na L´Orangerie ( 28) do que qualquer outro artista do Museu. Apaixonado pela arte africana. Dizia que se encantava com o mistério do preto, cor que usava com frequência em suas obras. Em 1920 foi considerado por críticos de renome como " o maior pintor francês em vida" .

Pablo Picasso ( 1881-1973) - Casou-se com uma bailarina Russa ( Olga) e passou a pintar corpos de bailarinas de forma musculosa. Gordas! Começou a transformá-los igualdade a monstros de pedras sob a influência de Matisse quando fez uma viagem à Itália. Teve fases vaiadas e se expressou de múltiplas maneiras nas telas.

Henri Matisse ( 1869-1954)- A maioria de suas obras, que estão no Museu, retratam janelas, que passam a ser o tema preferido do artista na fase em que foi morar em  Nice e viveu hospedado em um hotel durante quatro anos.

                                    Foi um verdadeiro encontro com o tempo.
                                    Um fascínio que tenho em conhecer pessoas e suas trajetórias de vida.
                                    Cada um com sua história. Seus amores e des-sabores.
                                     E, assim transcendem a imaginação de todos nós.

                                                             Au revoir. À demain.