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terça-feira, 15 de julho de 2014

Festa nacional francesa. Série Paris.

Dia 14 de julho é a festa nacional francesa. Como o nosso 7 de setembro brasileiro.Um dia muito festivo para eles. E, um feriado emendado, então...o povo vai todo para as ruas. Ganharam de presente um lindo dia de sol, depois de tantos chuvosos.

O dia começa com o desfile militar pela  Champs Elysees: demonstrações aéreas com fumaça nas cores vermelha, azul e branca; cavalaria imponente com os elegantes soldados em roupas de gala; show com helicópteros e muitas outras atrações que os olhos nem piscam para sorver tudo.

A partir das 14 horas o povo começa a se deslocar para perto da Torre Eiffel. Eu falei "povo" ...uma multidão que chega carregada de bolsas com comidas, bebidas e toalhas para se instalarem e esperar até 23 horas que é quando começa o show dos fogos de artifício.


           E, todo o espaço fica assim: num clima harmonioso e despretensioso ao modo francês!


                                 A sensação que se tem é que vai faltar lugar para tanta gente!


                 Mas, tudo vale a pena...porque lá está ela...resplandecente ...majestosa...linda!


                     Impossível não se emocionar por tamanho privilégio:  Merci mon Dieu!

                            " Os amigos têm tudo em comum, e a amizade é a igualdade".
                                                                                                -Pitágoras-



Flavinha ( amiga do meu filho Gustavo) e Jeremias, amigo dela, que conheci ali...naquele momento me incluíram a um grupo de amigos deles, que cedo chegaram para guardar um lugar bem em frente da rainha da noite, a Tour Eiffel, que amparava os olhares atentos de milhares de pessoas, que como eu ...agradecia silenciosamente o tempo todo!


         Uma orquestra vibrante, tenores emocionados, luzes faiscando na torre, a confraternização do povo, os amigos queridos e esse entardecer emocionante que jamais vou esquecer!
                                                                                       Voilà! 



domingo, 13 de julho de 2014

Cheirinho do Brasil. Série Paris

Ulalá! Os dias passam muito rápidos. Mesmo que a noite chega super tarde por aqui, em época de verão. Para ser bem exata faz pouco tempo que escureceu completamente e agora já são 22h43min. Uma beleza para aproveitar e bater muita perna!

Hoje é o sexto dia dessa viagem. Tempo suficiente para algumas adaptações: o fuso que ficou pra atrás;  já começo a entender as linhas do metrô; fiz minha primeira compra no supermercado; entendi a localização e os arredores de onde estou hospedada e começo a usar o mapa...coisa que para mim sempre foi um grande desafio.


    Os dias andam chuvosos e frios. Mas sempre dá uma estiadinha para caminhar, caminhar e caminhar.


    Ao chegar em Paris não dá para deixar de passear pela Champs Elysees e rever os monumentos tão visitados. Nesse final de semana é feriado prolongado por aqui...dia 14 de julho para os franceses é o nosso 7 de setembro, no Brasil. Muita gente aproveitando os dias de folga para se embebecer com as belezas da cidade luz.

Também preciso confessar que não dá pra resistir às liquidações que acontecem até final de julho. Uma passadinha nas Galeries Lafayette e seus tentadores " soldes" que deixam qualquer bolso muito nervoso!


Para os fanáticos por futebol, entrar em lojas especializadas no assunto em época de Copa do Mundo é um prato quente; que para os brasileiros já ficou frio...bem frio. Tão desanimador que enquanto os destaques ficam para os times da terrinha ou dos dois finalistas...as camisetas do time brasileiro já descansam em cestos de liquidação...tipo leve muitas e pague uma! Lamento! Os olhos da gente fixam o cesto e silenciosamente os pensamentos patrióticos são revistos, como que um lampejo de dor.
 Que seja para refletir e rever tantas coisas em nosso Brasil varonil.

Virando essa página!
Abro em outra muito feliz. Nos últimos três dias o aconchego brasileiro esteve bem ali, na Rue Rivoli. E, essa postagem fica em homenagem a esses intensos dias que passei junto de amigas queridas, que por aqui estiveram para deixar em meu coração um cheirinho do Brasil. Cheiro bom de amizade, de carinho, de boas risadas e tantas vivências.


                                                           À bientôt. E, até a próxima!

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Paris: a chegada. Série Paris

Cheia de ansiedade e alegria coloco os pezinhos em Paris. E, cheia de cansaço, também. Essas 11 horas de voo deixam a gente um pouco zonza! Mas, tudo bem, cá estou.

Primeiro desafio: pegar um trem e depois um metrô para chegar na casa de Sophie ( amiga da minha filha). Papel em mãos com as orientações e atenção para não perder o bonde.

Achei! É aqui o número 8 de um prédio muito antigo. Elevador? Tem! Mas, não funciona. Vamos lá...subir os seis andares naquelas escadas de madeira, em forma de caracol. Nessa hora é que a gente pensa que deveria ter trazido apenas 5 quilos de bagagem...tá certo, a minha tinha 19.

Finalmente em casa! Sophie me aguardava toda sorridente dizendo-me que tinha boas notícias: encontrou um studio para eu alugar, como eu queria, e que marcou com o proprietário para uma visita em 1 hora.

Pegamos vários metrôs e chegamos lá todas molhadas pois, ao contrário do que pensava, aqui está chuvoso e frio. Logo fomos atendidas pelo proprietário: hummmm...gostei do espaço. Tudo branquinho, muito petit, petit...e com duas grandes janelas para o mundo...como eu havia pedido em meus pensamentos. Decisão imediata. Vou ficar com esse!

Ao voltar para casa de Sophie já nem me entendia mais. Grogue...completamente e absurdamente cansada. Desmaiei.

Até amanhã. À bientôt!

















segunda-feira, 7 de julho de 2014

Paris inesgotável

" As ruas encantadas de Paris,
 o romance que ronda suas esquinas,
as páginas de história que ficaram gravadas em cada paisagem deixam na gente uma sensação espiritual".

                                                                            (Juscelino Kubischek)


    Nos próximos trinta dias estarei rondando, explorando, vivenciando essa atmosfera espiritual, como disse Juscelino Kubischek. Ele, mais do que ninguém sabia do que estava falando. Paris é mesmo inigualável e inesgotável. Sem pressa, sem muitos planos ou agendas por aqui andarei. Apenas vivenciando a Vida e aprendendo com cada instante seguinte. Como profissional da educação, abandono um pouco os bancos da Universidade e faço essa imersão na cultura, na linguagem, na gastronomia e em tudo que essa Cidade Luz oferece. E, meu desejo é que eu aprenda muito.E, que possa socializar um pouco com vocês. Porque reciclar é preciso. Se reciclamos papeis, vidros, latas e plásticos, também podemos começar a reciclar o nosso pensamento, os nossos pontos de vista e o nosso eu interior. Agradeço ao Universo por essa oportunidade e privilégio. Merci.

Venham comigo nessa viagem. As postagens diárias ( ou quase diárias) mostrarão um pouco do muito dessas vivências em Paris.
À bientôt.

domingo, 22 de junho de 2014

Toledo-Espanha

Domingo chuvoso serve para muitas coisas. É  bom para ficar em casa, sem culpas. É dia pra muitos cafezinhos com bolinhos de chuva ( preferencialmente) e ficar largada no sofá, controle da TV na mão e curtir o sossego.

Tempos atrás, estaríamos com aquelas caixas enormes de fotografias no colo. Revirando uma por uma. Olhando e revivendo. Ahhhhh...as lembranças que estão impressas em tantas imagens!

Agora, é um pouco diferente. As fotos já estão menos concretas, em caixas virtuais, pastas, arquivos. Mesmo assim, não menos importantes, nem mais interessantes. É coisa dessa era tecnológica/virtual que facilita a organização de nossas lembranças. E, como é bom relembrar coisas boas. Ahhhh...como é bom!

As fotos nos transportam a reviver lugares e sensações. E, parece que por um instante lá estamos novamente. Como nessas imagens feitas em uma viagem até Toledo-Espanha, em 2009.


                                   Cervantes descreveu Toledo como " a glória da Espanha".


                              A parte antiga da Cidade está situada no topo de uma montanha.


Considerado Patrimônio Mundial da UNESCO, o local reúne influências de povos muçulmanos, judeus e cristãos.


                                                   É uma cidade Medieval, belíssima.
                                     Por sua riqueza histórica e cultural, Toledo é conhecida como
                                                             " A cidade Imperial".



                                     Um passeio imperdível que fica muito próximo de Madri.
                     Pegando o TGV ... em aproximadamente 30 min estará diante dessa riqueza cultural.


As ruelas estreitas são disputadas entre pedestres e veículos. Leva-se alguns sustos porque nem sempre é possível dar espaço para os carros passarem. Isso somente será possível se encontrar uma entrada de porta, ou um parapeito de pedras e que dê tempo para se " pendurar" ali enquanto o quatro rodas vai passando.


Toledo era famosa por sua produção de aço, especialmente espadas, e a cidade ainda é um centro de manufatura de facas e pequenas ferramentas de aço.


                         Importante Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais da Espanha.


           Cidade turística com casarios quase intactos, que fazem a beleza dessa curiosa cidade medieval.


E, quando a companhia é essa beleza que contrasta com a paisagem, jovem, alegre e parceira a viagem fica muito mais gratificante. Obrigada, Mariana, menina! Porque amigos de nossos filhos ficam nossos amigos, também! E, como é bom relembrar essas vivências.

sábado, 14 de junho de 2014

Monte Saint-Michel

Remexer em pastas, gavetas, armários pode ser um momento de grandes reencontros. Ali podem estar guardadas tantas memórias lindas e que ficam por longo tempo descansando no esquecimento. Mas, quando são encontradas...ahhhh...que bom relembrar! E, rever.

Hoje faremos uma viagem oferecida por Ralf, um colega do curso de francês, em Nantes-2008. Faz tempo que enviou-me um CD com fotos de um passeio sensacional que fizemos, num sábado, com alguns interessados da turma, para conhecer Monte Saint-Michel.


É uma pequena ilha rochosa na foz do Rio Couesnon, no limite entre a Normandia e Bretanha-França, onde foi construída uma Abadia e Santuário em homenagem ao Arcanjo São Miguel, depois de sua aparição por três vezes.


      A Abadia ( no topo) é hoje uma comunidade monástica com grande presença espiritual, permanente.


                     Monte Saint-Michel foi tombado como patrimônio mundial da UNESCO ( 1979).
                                       É o terceiro ponto turístico mais visitado na França.

É cercado de uma magnífica baía, teatro de uma das maiores marés da Europa. Um espetáculo grandioso. Para apreciar tão linda obra da natureza e do homem deve-se observar a hora certa para chegar e sair. Chegar cedinho e sair no final da tarde, antes que a maré cerque todo o Monte. E, então o jeito é ficar por lá até o outro dia, quando a maré descer.


Ao avistar o Monte Saint-Michel, de longe, não se pode imaginar tudo o que nele será encontrado. Uma riqueza em detalhes de arquitetura, que impressiona. As ruelas estreitas fazem o labirinto que vai conduzindo  todos até o topo...é preciso ter boas pernas e resistência física, juntamente com muita fé para acreditar que se vai dar conta de subir, subir, subir por seus centenários e muitos, mas muitos degraus.

A recompensa é recebida quando os olhares perdem-se no infinito do mar. E, quando os sinos tocam para o início da missa, cantada por monges e iluminada por luzes naturais, que entram pelos vitrais fantásticos. Inexplicável a sensação de paz, de satisfação e de pequenez, ao mesmo tempo. Porque tudo é muito grandioso.

 Imaginem como deve ficar lindo...  durante a noite, para aqueles que se hospedam por lá, há um percurso noturno com música e luz por 1h30min de duração. Não tivemos essa vivência, ficará para uma próxima vez.

Monte Saint-Michel está a 360 km a oeste de Paris. Pegue o TGV (trem de alta velocidade) na gare Montparnasse-Paris e vá até Rennes ( duração 2h). E, em seguida um ônibus até Monte Saint-Michel (duração 1h). Se puder incluir na sua viagem, vale muito a pena!
                                                                                                  A bientôt.


quarta-feira, 11 de junho de 2014

O tempo é efêmero


" Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar - caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração".                                 Steve Jobs

Uma paradinha para pensar na morte. Sim, pode parecer meio mórbido, mas hoje não consigo pensar na vida sem lembrar que um dia passaremos. Sejamos naturais e corajosos para falar nesse assunto. Importante pensar nisso para valorizar mais todos os instantes que respiramos o frescor de um novo instante.

Não seremos eternos, isso é fato. E, o que estamos fazendo diariamente com nossa vida? Aproveitamos intensamente todas as oportunidades fantásticas que ela nos apresenta? Ou desperdiçamos nosso precioso tempo, reclamando o tempo todo que o tempo está passando rápido demais.

A vida é efêmera tal qual nossas crenças de que ainda temos todo o tempo do mundo. Importante viver com esperança de muita caminhada pela frente. Olhar longe e amplo. Ver possibilidades, ter sonhos, fazer projetos. Porém, cuidar de todo instante pelo melhor aproveitamento do nosso tempo por aqui, nessa vida é o que devemos lembrar sempre. Dessa forma planejamos o dia de amanhã, mas vivenciaremos intensamente o dia de hoje.

Quando a morte bate à porta do seu grande amigo, como aconteceu com o meu, que era  jovem, bonito e querido; quando ela chega na calada da noite e diz vem comigo, sem aviso prévio; quando a surpresa é o inesperado da perda; fica mais forte no pensamento dos que ficam, que embora tem-se a esperança de concretizar tantas coisas ainda, tudo pode mudar de um instante para o outro. E, o valor da vida aumenta, aumenta, aumenta...
.
     Porque quase tudo fica insignificante diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante.
                                      Não há razão para não seguir o seu coração.



          Uma homenagem ao meu amigo Beto Pellegrini (49), que foi dormir e não acordou mais.