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domingo, 27 de abril de 2014

Visitinha aos poetas

                                Faz anos que visitei Fernando Pessoa.
                Num papo franco, sentados ao ar livre, ele me confidenciou:

                      "O dia em que eu como pássaro, deixar-me escapulir num voo,
                        penetrarei em teu coração e tua presença me possuirá para sempre"



Lembrei de Fernando Pessoa, poeta português, que escreveu o fragmento do poema acima, porque nos últimos tempos tem aparecido muitos pássaros na minha vida. Assim, de um jeito atração fatal mesmo! Se é que vocês me entendem! Já contei, em postagens anteriores, duas passagens que me envolviam com a simpática ave. Lembram?! Então. Depois disso comecei a me observar, um pouco mais atenta e vi que adquiri (de um jeito inconsciente) várias peças, enfeites, toalhas, guardanapos...todos com pássaros. Ué, pensei! Que recado está aí para mim? Seria uma mensagem dos deuses do Olimpo?!
Resposta, ainda não tenho e talvez nem venha tê-la. Mas, que fiquei encucada...ah, isso eu fiquei. Será que está na hora de eu voar ...um voo mais alto? Ou será que devo soltar a liberdade contida em meu coração e fazer como recomenda Cecília Meirelles " liberdade de voar num horizonte qualquer, liberdade de pousar onde o coração quiser"...

Ou pode ser que "eles passarão, eu passarinho " como poetisa Mário Quintana!

Quem sabe todos esses passarinhos queiram me dizer, num canto poético como o de Rubem Braga que "amar é ter um pássaro pousado no dedo. Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que, a qualquer momento, ele pode voar"...

Pensando bem,  Carlos Drummond de Andrade me resgata desse voo livre e me diz que "o pássaro é livre na prisão do ar". E, continua dizendo na sua sensibilidade que "o espírito é livre na prisão do corpo".

E, se o "pavão é  misterioso, pássaro formoso (Ney Matogrosso) e tudo é mistério nesse teu voar" me acalmo e me entrego porque:

                                              Tal como os pássaros, sei que não posso voar.
                                              Mas, voo. Porque eles passarão, eu passarinho. 

                                                                      Obrigada, poetas.


4 comentários:

  1. Fabuloso mana, e como não voar com teus vôos de poetisa??? Bjsss

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  2. Lindo como um pássaro quando alça vôo, singelo como quando pousa em sua janela e simples como ele é na natureza...
    Amei!
    Bjs

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